Como escrever para a web: 7 dicas

Como escrever para a web: 7 dicas

Saber a gramática, não dar erros ou gralhas e contar uma boa história são competências essenciais. Mas na era dos ecrãs e dispositivos móveis é preciso mais. É imperativo saber como escrever para a web

Talvez seja por isso que os blog posts não estão a ter o alcance esperado, apesar das horas dedicadas frente ao computador. Pode não ser preciso alterar o conteúdo, abdicar da “voz” que nos caracteriza ou a forma de escrever.

É assim tão importante saber como escrever para a web?

Na web, compete-se pela atenção. O conteúdo pode ser o mais bem fundamentado e a melhor resposta para a dúvida dos internautas, mas se não for fácil de ler, não cumpre o objetivo. 

Numa fração de segundos, pode perder-se um leitor ou um potencial cliente. Daí a importância de saber como escrever para a web. 

Noutro artigo vou também falar dos títulos. São eles que levam as pessoas a agirem e a entrarem numa página. Dizem que escrever um bom headline pode ocupar 50% do tempo. Posso confirmar estes números! Mas um bom título merece um texto compreensível, sob pena de ninguém ler o conteúdo. 

1. Usar parágrafos e frases

Frases e parágrafos curtos tornam os artigos mais fáceis de ler. 

Atenção para não tornar o conteúdo uma espécie de telegrama. É importante impor ritmo ao texto. Parágrafos um pouco mais longos, intercalados com frases médias e curtas dão dinâmica ao texto e tornam a leitura agradável.

Contudo:

  • Não se deve dividir parágrafos de forma aleatória;
  • Cada parágrafo deve refletir uma ideia, um tema;
  • A ideia principal deve vir no início da frase. 

O plug-in Yoast – uma referência na área do SEO – considera que:

  • Frases longas têm mais de 20 palavras;
  • Textos com mais de 25% de frases longas são difíceis de ler. 

2. Utilizar palavras simples

Há quem julgue que saber escrever é sinónimo de utilizar palavras complexas, que pouca gente usa no dia a dia e sabe o seu significado. Online, é o contrário. Se o leitor não entende o conteúdo, com tantas alternativas disponíveis, rapidamente clica no botão “backspace” e procura outro blogue. 

Podemos mostrar conhecimento e à vontade com a língua portuguesa, escrevendo um artigo que todos compreendem, que ajuda as pessoas a resolverem um problema e não gera dúvidas quanto ao seu significado.

Entre o leque de palavras, é aconselhado escolher aquelas com 4 ou menos sílabas. 

Contudo, o vocabulário deve ser sempre adaptado à audiência. Se os leitores são professores universitários ou profissionais das Tecnologias de Informação, podem utilizar-se palavras mais exigentes e, sobretudo, que façam parte da linguagem técnica da profissão.

3. Com que tipo de letra escreves?

Fontes serifadas, à moda antiga, são elegantes e clássicas, mas só resultam em papel de pergaminho. Ou convites de casamento. Quando a fonte é demasiado trabalhada, dificulta a leitura a partir de ecrãs.

O tamanho, a cor e o espaçamento entre as letras também devem ser ponderados. 

O Google Fonts é uma biblioteca com mais de 900 famílias de fontes. Um repositório perfeito para escolher a tipografia que melhor reflete a personalidade da marca, do blogue, mas também a fonte mais fácil de ler num computador, smartphone ou tablet.

4. Não esquecer as listas e os bullets

Quando comecei a estudar sobre como escrever para a web, foi das primeiras lições que aprendi. Sempre que possível, utilizar listagens ou bullets. Por norma, estes artigos são bastante populares e uma tendência no online. 

Arranjar a informação desta forma, permite:

  • Evitar a mancha de texto;
  • Tornar o conteúdo mais legível;
  • Funcionam como âncora para os olhos;
  • A informação é encontrada de forma mais rápida;

As listagens permitem ler o artigo “na diagonal” até encontrar a informação pretendida. Evita que os leitores abandonem a página, o que é prejudicial para a classificação atribuída pelo Google sobre a relevância do texto.  

5. Subheadings 

produção conteúdos
A lógica é a mesma do ponto anterior. Simplificar a leitura e a compreensão do texto. Mas até para quem escreve, dividir a informação por blocos de texto antes de começar a digitar as palavras, facilita a organização do trabalho. 
 
Eu costumo fazer o seguinte:
  1. Identifico quantos subcapítulos, subheadings ou head tags (designações diferentes, mas com o mesmo significado);
  2. Defino os subtemas que quero explorar em cada um deles;
  3. Decido o tamanho de cada bloco de texto (cerca de 100/200 palavras por subheading).

Esta lógica funciona comigo porque também me permite cumprir objetivos. Falo sobretudo do tamanho total do texto. Sejam 500, 750, 1000 ou mais palavras, a divisão por blocos ajuda a controlar o impulso de continuar a escrever – porque na nossa cabeça, tudo é importante! 

6. Palavras de transição 

Conheci o termo através do Yoast. Palavras de transição contam para a classificação SEO desta ferramenta porque ajudam o texto a ser mais fluído. 

Com o objetivo de sermos mais concisos, escrever frases e palavras curtas, arriscamo-nos a que o artigo soe telegráfico. Alguns textos parecem um conjunto de frases que não têm nexo e conexão entre elas. 

Um conteúdo relevante e bem fundamentado tem de ser escrito por humanos e para humanos (neste ponto, os bots ainda não conseguiram ultrapassar-nos).

Então, saber como escrever para a web implica conhecer e aplicar no texto algumas das seguintes palavras:

  • Mas;
  • Portanto;
  • Porque;
  • Pelo contrário;
  • Em primeiro lugar;
  • Mais importante;
  • Quando comparado;
  • Como resultado;
  • Sobretudo;
  • Acima de tudo;
  • Da mesma forma;
  • Etc.  

(esta é uma tradução livre do que exemplificado pelo Yoast).

7. Pré-visualizar o documento

O botão “pré-visualizar” é dos que mais utilizo quando escrevo um texto e tenho acesso ao backoffice dos clientes. 

Quando percebo que há uma grande mancha de texto, revejo a informação e pondero se não posso transformá-la numa listagem ou um sistema por bullets. Por outro lado, o texto pode estar a pedir mais um subheading ou talvez uma imagem, vídeo ou infografia. 

Outro aspeto importante. Qualquer elemento multimédia deve estar relacionado com o conteúdo e ajudar os leitores a compreenderem a informação do texto.

8. Destacar o conteúdo estrategicamente

Há frases mais importantes e que resumem uma ideia. Estas devem ser destacadas, com um sublinhado ou a negrito.

É outro elemento que ajuda o leitor a avaliar se o conteúdo vai ao encontro das suas expetativas. Contudo, o princípio do minimalismo deve imperar. De nada serve destacar a maioria do texto, porque nem todas as frases têm o mesmo peso, a mesma importância. 

destacar conteúdo - saber como escrever para web

Conclusão:

Estas são apenas algumas dicas sobre como escrever para a web e tornar os textos mais fáceis de ler. 

Cada pessoa, cada marca tem a sua identidade e essa característica deve ser mantida. É o que nos dá personalidade e nos distingue dos demais. 

Contudo, não custa dar um empurrão e aceitar que, com a quantidade de conteúdos online, é normal que existam formas de classificação e algoritmos que julgam (friamente) os nossos textos. 

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